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A Jogar: The Typing of the Dead (DC,PC)

Sofram como “G” sofreu no melhor clássico em decomposição dos videojogos

A minha ideia original era escrever um artigo sobre as tentativas da EA de “apelar” à IGN e Kotaku, mas o Lewis Black Jim Sterling do Destructoid e Escapist já se deu ao trabalho e fez um resumo agradável da história toda:

http://www.escapistmagazine.com/videos/view/jimquisition/5946-Why-Do-People-Hate-EA

Obrigado Jim!

Vou falar então do Typing of the Dead, esta obra prima jogável que não é capaz de deixar ninguém indiferente.

Typing of the Dead foi originalmente lançado nas arcadas da SEGA e relançado na Dreamcast (e mais tarde também no PC) e é nada mais que uma modificação do House of the Dead 2 que substitui as pistolas por, claro, teclados.

Deixem-me explicar.

Por volta da altura de lançamento da Dreamcast, a SEGA estava muito interessada no mercado dos periféricos e no potencial multimédia da sua máquina futurística, e, portanto teve a ideia de criar uma versão do popular House of the Dead 2 que ajudasse a vender teclados. Teclados estes que, uma vez instalados em casa, seriam bem úteis para usufruir de todos os jogos e funcionalidades online da consola.

Pois bem, neste jogo voçês matam Zombies com o poder do vosso vocabulário. Palavras, letras e mais tarde frases inteiras vão aparecendo no ecrã cada vez que um zombie se depara com a vossa cara incrédula e têm que proceder a escrever no vosso teclado estas palavras o mais depressa possível para eliminá-lo.

Se forem fâs de videojogos e usarem o computador (e assumo que sim) então as chances ditam que provavelmente já escreveram muita coisa em inglês rapidamente num teclado. Ou pelo menos são rápidos a escrever. Se forem, então este jogo é para vocês. É a oportunidade que sempre esperaram de finalmente provarem a vossa mestria com o teclado.

Oh, snap!

E este conceito incomum funciona surpreendentemente bem. Typing of the Dead é, muito provavelmente, um dos jogos arcada mais viciantes que já tive o prazer de jogar, e é ainda melhor se estiverem a jogar com amigos, mesmo em single player.

Mais uma vez, deixem-me explicar.

O House of the Dead 2 original (que é a base desta “expansão”) é um daqueles jogos japoneses inadvertidamente hilariantes. Este jogo é o equivalente electrónico de um filme de terror Série B, com diálogos (e acentuações nos mesmos) que desafiam a lógica, personagens completamente a leste e história e set pieces dignas de uma qualquer obra prima do Uwe Boll.

Áh, e, antes que me esqueça, deixem-me relembrar-vos que em vez de pistolas, eles agoram usam teclados:

“Don’t cross the streams!”

E não é só este o material que o jogo tem para oferecer. Este jogo possui, na minha humilde opinião, a melhor localização de Japonês-para-Inglês de sempre. O jogo parece estar cheio de mensagens subliminares de conteúdo duvidoso (e hilariante). Não acreditam em mim? Então expliquem-me o porquê disto:

Por favor, não assumam nada, o contexto é tudo.

Este é sem dúvida um jogo que tem mesmo que ser jogado para ser apreciado. Imagens, e até vídeos não fazem jus ao jogo.

A SEGA também chegou a lançar várias sequelas mas, infelizmente, são todas exclusivas do Japão, e até o original é um jogo, no mínimo, um pouco difícil de encontrar (a não ser por certos meios).

Esta análise foi possível graças a quantidades industriais de Duracell e Dreamcasts.

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8 comments on “A Jogar: The Typing of the Dead (DC,PC)

  1. Ahhhhh! Recordo-me de jogar a demo! Bons tempos! Pode parecer pateta e apenas um gimmick (e é) mas é sem dúvida unico e uma experiência completamente diferente do normal. É pena que mais jogos não tenham seguido o exemplo, até pode ser um interessante instrumento educacional para as crianças.

  2. Giro, giro era o HotD Overkill ter tido este modo (pelo menos na versão PS3 onde sempre se pode ligar um teclado via USB/Bluetooth). Com a quantidade de asneiradas que o Washington profere iria ser de partir o côco a rir.

    • Já ouvi falar do Overkill e parece ser bacano. Sinceramente não sei porque é que a SEGA não aproveita os iphones, ipads, androids, browsers e a mania actual dos zombies para fazer dinheiro mas pronto…

      …mas o HotD 2 é mesmo excelente porque nada é intencional. É quase como ver o The Room.

  3. A Sega no que toca a decisões não é o melhor exemplo e o mesmo se aplica aos últimos títulos que, apesar de serem do meu agrado, não venderam nada por aí além. Quanto ao HotD Overkill, é o melhor de todos até à data, parece um filme de Robert Rodriguez em videojogo. Destaco em especial a versão de PS3 que tem mais níveis e toscaria mas a versão de Wii é também muito boa.

  4. Este é daqueles que sempre me despertou alguma curiosidade… mas ainda tenho os outros HotD todos por jogar. De facto as mensagens subliminares ficaram bem metidas, a Sega nunca teve grandes pudores e ainda bem!

  5. […] que são atacados).  Este tipo de tradução inspirada só se viria a ver outra vez em jogos como The Typing of the Dead ou nas séries traduzidas pela Working […]

  6. […] Crazy Taxi 2 Sonic The Hedgehog Metal Slug Super Mario World Worms Armageddon/World Party Gunstar Heroes Sumotori Dreams? Lemmings Zoo Tycoon Typing of… the Dead […]

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