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Retrospectiva: Kunio Kun Parte 2 – Os Beat’em Ups

O Regresso de Kunio

Ainda não estamos acabados com a NES, não senhor.

River City Ransom era (e ainda é) um conceito que ainda tinha muito para dar e não demorou muito tempo até que Technos lançá-se uma sequela (ou pseudo-sequela) na forma de *preparem-se* Downtown Special – Kunio Kun no Jidaigeki Dayo Zenin Shuugou! em 1992, ainda para a Famicon/NES e também para o Game Boy.

É um jogo que expande a faceta RPG do original. Desta vez têm acesso a equipamento e level ups (podem dar prioridade a certos stats) e os movimentos, interface e IA estão um pouco melhores também. O jogo é agora menos linear e têm acesso a um mundo muito maior para explorarem livremente. No entanto, isto também tende a tornar a navegação um pouco mais confusa.

Continuando com as evoluções, a experiência é agora ganha automaticamente cada vez que derrotam um inimigo, ou seja, já não precisam de correr para o outro lado do ecrã para apanhar aquela moedinha perdida, só para levarem com uma pedra atirada por um generic dude espertalhão.

Os níveis também estão muito mais complexos, com vários er-níveis (alturas), plataformas e perigos. E se já estão a puxar o cabelo a imaginar o tamanho das passwords, não desesperem. Agora podem guardar o jogo.

É, para mim, o jogo com melhor aspecto da NES/Famicon. Vejam só aquele pôr-do-Sol…

Downtown Special – Kunio Kun no Jidaigeki Dayo Zenin Shuugou! (Famicon, Game Boy)

Foi também neste mesmo ano que a Technos lançou para a sua ainda querida Famicon Nekketsu Kakutou Densetsu, que não é nada mais que um protótipo de Super Smash Brothers. Vocês controlam um lutador em equipas de dois contra dois, em arenas grandes, mas fechadas e com vários perigos (lá está, tal e qual a série da Nintendo) como, por exemplo, raios de electricidade, picos e… cataratas. Esqueçam a lógica e nem tentem pensar em que altura da história do adolescente Kunio é que ele se mete num congelador com três outros tipos à porrada enquanto se desvia de picos. Não vale a pena pensar muito nisso.

Os movimentos aqui são praticamente os mesmos de RCR, com a adição de uns poucos movimentos especiais (sim, ainda só com 2 botões) para facilitar a luta a quatro numa arena. Aliás, este é um dos poucos títulos da Famicon/NES que utiliza o add-on para quatro jogadores, fazendo deste um party game ideal para todos os fãs da Famicon. No entanto, se não tiverem quatro amigos disponíveis para lutas de congelador podem sempre chamar o CPU pois o jogo inclui um jogador controlado pela IA para vos ajudar a ganhar o cobiçado troféu. Além disto, podem também fazer ataques especiais em conjunto, seja com um amigo ou com o compadre com inteligência artificial.

Nekketsu Kakutou Densetsu (Famicon)

Em 1990 foi lançado também para o Game Boy  Nekketsu Kōha Kunio-kun: Bangai Rantō Hen, que, embora tenha como protagonistas Kunio e Rikki, pouco tem a ver com a complexidade de um River City Ransom, e, portanto, foi lançado nos Estados Unidos e Europa como Double Dragon II, desta vez sem qualquer ligação ao gang de Kunio, claro.

Nekketsu Kōha Kunio-kun: Bangai Rantō Hen (Game Boy)

Super Kunio

Voltando a 1992, a Technos decidiu que estava na altura de revisitar o mundo (ligeiramente) mais sério de Renegade com o lançamento de Shodai Nekketsu Kouha Kunio-kun para a Super Famicon (a SNES japonesa). O jogo segue a mesma via de River City Ransom, mas com a temática de Renegade (quer dizer, o Renegade japonês). Os nossos conhecidos marginais encontram-se agora numa outra cidade, mas nem tudo mudou e dentro de pouco tempo está tudo à pancada de novo.

O jogo continua semelhante a River City Ransom, mas é mais linear e sério (ainda existem elementos RPG, mas há uma menor ênfanse nestes) e desta vez têm a oportunidade de também espancar homens de negócio de meia idade e empregadas de limpeza com almofadas de hotel. Sim, porque agora têm encontros aleatórios estilo RPG e podem estar a passear muito calmos pela rua quando de repente tudo começa à pancada, sejam gangsters ou não, como se de uma flash mob violenta se tratasse, e às vezes um ou outro homem de negócios ou estudante até se junta a vocês para ajudar no ass kicking. É o máximo.

Ao contrário de RCR, agora só podem comprar itens em máquinas de venda (sabem, eles lá no Japão têm máquinas para tudo) e, tal como na sequela de RCR para a Famicon, também aqui ganham experiência só pelo acto de espancar os inimigos.

Em resumo, é a sequela de Renegade com uns toques de RPG.

Shodai Nekketsu Kouha Kunio-kun (Super Famicon)

Em 1994 a Technos decide voltar ao velho e simples Beat’em Up com (respirem fundo) Shin Nekketsu Kouha Kunio-kun – Kunio Tachi No Banka. Kunio, Rikki e amigos estão de volta, desta vez em uniforme de prisão. Acontece que foram acusados de um crime que não cometeram e agora cabe a eles, sim, adivinharam, desancar toda a gente que lhes aparece pelo caminho numa versão mais violenta do Fugitivo.

Este continua com o estilo mais sério da sequela de Renegade, mas desta vez com as caras parvas típicas de Kunio Kun. Aliás, é me difícil para mim tentar perceber se este jogo é suposto ser levado a sério ou não. Testei o jogo com a tradução do Aeon Genesis. Dado o repertório de traduções deste bacano, acredito que os textos do jogo estejam intactos, ou não fora esta a mesma pessoa responsável pela tradução fan-made do épico Metroidvania La-Mulana.

O jogo começa com Kunio e Rikki a serem levados para um centro de detenção juvenil e, adequadamente àquele universo, o centro parece-se mais com uma prisão, completa com celas, uniformes a preto e branco e até luzes de busca quando Kunio se decide baldar ao pequeno almoço prisional. O jogo continua depois com os exageros. Este é um Beat’em Up, sim, mas as cutscenes são comuns e vão ter muito texto para ler ao longo da aventura. O texto é hilariante. Kunio e os restantes “gangsters” falam como verdadeiros badasses e escolas inteiras são niveladas na sua busca pela redenção. Para mim, é isto que faz o jogo especial. É como ver aqueles filmes do Van Damme em que lhe tentam dar um ar de “dark and edgy”.

No entanto não é só a quantidade de cutscenes que faz deste um Beat’em Up especial. O jogo é mais longo que o habitual neste género e as lutas costumam ser, na minha opinião, um pouco mais lentas, mais complicadas e com menos inimigos do que o que se vê em jogos como Streets of Rage e Final Fight, em que é só dar porrada e seguir em frente.

O que também é interessante neste jogo é que a certa altura vão ter que saltar para cima de uma mota e jogar uma espécie de Road Rash. Faz sentido.

Shin Nekketsu Kouha Kunio-kun – Kunio Tachi No Banka (Super Famicon)

Em resumo, se gostam de Beat’em Ups não se esqueçam de experimentar esta pérola.

De Volta a River City

Infelizmente, 1996 seria o último ano a trazer-nos as aventuras de Kunio com o lançamento de Super Dodgeball na Neo Geo (o quê? Calma ai. Já tratamos dessa lacuna na próxima parte da retrospectiva). Portanto, não, nem a Playstation, nem a Nintendo 64 e nem a Dreamcast tiveram direito a um bocadinho de River City.

But there was another…

Uma série destas tem demasiados jogos, e demasiada qualidade, para ficar dormente durante muito tempo, e os seus fãs são tipos impacientes. Em 2002, um tester a trabalhar para a Atari que também era game designer amador nas horas vagas, comprou os direitos, não para o jogo River City Ransom, mas sim para o nome River City Ransom e meteu as mãos à obra, na esperança de poder lançar River City Ransom 2. Infelizmente, levou com um caixote de lixo rolante em cima quando a Atlus anunciou que iria publicar em 2004 River City Ransom Ex para o Game Boy Advance. O estúdio encarregue da produção deste e de todos os futuros jogos da série até hoje (2012) seria a Million Corp.

Isto era o regresso da série. Podem já imaginar a reacção dos fãs da Technos:

Excitement!

O jogo é, na maior parte, igual ao original, mas com umas pequenas diferenças. O grafismo é diferente, claro, mas a maior diferença em relação ao original é que agora já não podem jogar em Co-op com um amigo. No entanto o jogo compensa mais ou menos com o facto de que podem jogar com um parceiro de IA. E não é só isso. Podem também customizar o comportamento dele. Podem, por exemplo, torná-lo agressivo (ou até mau ;)) ou instruí-lo para vos guardar as costas ou atacar sempre inimigos ao longe, com ou sem armas.

Além disto, outra novidade engraçada é que podem também, com jeitinho, recrutar inimigos para se juntarem ao vosso gang como parceiros. Isto resulta com bosses também. Entre outras pequenas alterações sem grande importância, podem também agora guardar o vosso jogo, por isso já não há a necessidade de escrever passwords do tamanho de um dragão chinês.

O combate também sofreu umas pequenas alterações na transição para o GBA, mas o que mais se nota é o timing diferente nos ataques, visto que aqui as animações tendem a ser mais suaves e complexas que no jogo original.

Pode não ter o modo Co-op do original e pode parecer apenas uma maneira de a Atlus ganhar uns trocos, mas a verdade é que o jogo, tal e qual o original, continua a ter uma tradução de topo. Está cheio de referências (“Welcome to the RC”) e continua com aquele toque “pessoal” que assentou tão bem no original. Desta vez não é BARF, é BizARF!

River City Ransom Ex (Game Boy Advance)

O Legado de Kunio

Em 2008, notando que havia uma lacuna no mercado e que já ninguém pegava na licença Kunio Kun, a Windysoft (conhecem??) lançou Nekketsu Kōkō! Kunio-kun Online, que, como o nome descreve, era uma versão online de Kunio Kun, que até parecia ser muito prometedora mas que, infelizmente, só teve direito a dois anos de existência, tendo sido “desligada” em 2010, sem nunca sequer ter sido lançada por estes lados. É pena, porque tinha um aspecto fantástico e podia ter sido mesmo qualquer coisa de especial…

Nekketsu Kōkō! Kunio-kun Online (Windows)

Em 15 de Dezembro de 2011 foi lançado um remake de Renegade, desta vez chamado de Nekketsu Kōha Kunio-Kun Special, pelas mãos da Arc System Works (a empresa agora encarregue dos títulos Kunio Kun nas portáteis da Nintendo, a maior parte deles de desporto). Este pega no jogo original e adiciona-lhe elementos de RPG e aumento de stats ao bom estilo de River City Ransom, com um look gráfico a condizer mais com o Kunio cartoon de River City do que com o mauzão de Renegade. Além disto também temos direito a um bónus, pois o jogo aparentemente inclui um modo multiplayer baseado em Nekketsu Kakutou Densetsu, ou seja, o Super Smash Kunio.

Infelizmente, estamos-nos a aproximar do final do ano de 2012 e ainda não existe confirmação do lançamento de uma versão Americana ou Europeia. Esta parece ser uma tentativa de conciliar a marca Renegade com o universo de Kunio Kun (que é basicamente Renegade com gráficos cartoon e elementos de RPG, ou seja, esta versão “especial”) e, tendo em conta que Renegade é relativamente conhecido por cá, que outros jogos de desporto da série Kunio foram lançados na América e que a 3DS ainda é novinha, ainda pode ser que tenhamos sorte e que recebamos também este bolo de nostalgia.

Nekketsu Kōha Kunio-Kun Special (Nintendo 3DS)

Kunio vs The World

Em Agosto de 2004 um relativo desconhecido chamado Bryan Lee O’Malley lançou o primeiro volume da sua pequena banda desenhada independente, Scott Pilgrim’s Precious Little Life. O comic era um reflexo das influências geek de O’Malley e contava a história de um slacker canadiano com muitos jogos na cabeça que tinha que derrotar os sete ex-namorados da miúda dos seus sonhos para a conquistar. Como seria de esperar, o comic não se poupa a referências a coisas de nerd como Manga e videojogos (os 7 bosses já são um bom exemplo disto).

Mas o que realmente surpreende neste comic é que uma das suas principais inspirações é nada mais nada menos que River City Ransom. Cada vez que Scott Pilgrim derrota um dos “bosses” este explode numa chuva de moedas, existe uma banda chamada Crash and the Boys, (que só por acaso é o nome de um dos jogos de desporto da série Kunio) e, a mais óbvia de todas, no segundo volume da saga. Scott tem um flashback em que o vemos a andar à luta com uma data de “gangsters”, enquanto procura por uma amiga raptada, acabando por finalmente enfrentar o Boss final, de seu nome Simon, no tenhado da escola, o que não faz lembrar de todo a história de um certo jogo da NES… Aqui vai uma dica, o nome verdadeiro de Slick é na verdade… Gasp… Simon!

O comic acabou por ser um pequeno sucesso, e, por incrível que pareça, teve até direito a uma versão cinematográfica realizada por Edgar Wright, que também foi um sucesso crítico. Isto, no entanto, não se traduziu em popularidade e o filme foi rapidamente esquecido diante o público em geral. Felizmente, e como somos nós, gamers e nerds que somos o público alvo, ainda tivemos direito a uma versão videojogável do filme-er-comic, acabando assim por chegarmos ao fim deste círculo.

Scott Pilgrim vs The World: The Game foi o side scroller mais old-school lançado em 2010 (para a PSN e XBLA) e presta  homenagem às eras 8 e 16 bits com uns fantásticos sprites e animações desenhadas por Paul Robertson, arte por Kinuko Cartwright e uma banda sonora excelente dos Anamanaguchi. Curiosamente, é uma adaptação de um filme lançada pela Ubisoft, mas não foi por ai que perdeu o seu charme.

Tal como no comic e no filme, o jogo está cheio de referências à cultura geek e, como seria de esperar, River City Ransom é a maior das influências. O jogo segue o mesmo estilo de jogabilidade da aventura de Kunio. Têm ao vosso dispor várias lojas espalhadas pelos níveis, um sistema de combos simples, mas eficaz e variado, várias caixas, pedras, gajos e caixotes de lixo para atirar aos inimigos e até o estilo gráfico do jogo tem aquele look mais cartoon e super-deformed de RCR.

Scott Pilgrim vs The World: The Game (PSN e XBLA)

Portanto, como podem ver, embora as aventuras de Kunio e amigos estejam normalmente reservadas ao público Japonês e ao vosso típico videonerder (um termo da minha autoria para descrever os nerds dos videojogos), o seu ADN pode ser visto até noutras formas de entretenimento, tal é a qualidade do jogo original, e são muitos os jogos de luta com elementos RPG e histórias ridículas que vão buscar inspiração à saga da Technos.

Kenka Bancho Bros. Tokyo Battle Royal (PSP)

Aliás, são demasiados para eu os poder listar todos aqui (e jogar).

Por fim…

Tirando o novo Renegade para a 3DS lançado no ano passado, já não vemos um brawler à moda antiga pelas mãos da Technos  desde 1994 (ou 2004 se contarem as adições do RCR Ex).

Isto, claro, não impede que os fãs do trabalho da Technos deitem mãos à obra e façam as suas próprias continuações da saga dos vómitos.

Nekketsu Dairantou, um jogo de luta 1-contra-1 feito com o Fighter Maker:

Nekketsu Great Collection Game Sample, a versão definitiva e a abarrotar de extras de Nekketsu Kakutou Densetsu:

Versão antiga mas traduzida para Inglês:

http://www.mediafire.com/download.php?2mnzx0toy22

Fórum para fãs desta série de punks violentos:

http://nkdc.forum-motion.net/

http://nkdc.forum-motion.net/t6p30-where-to-download-kd-jidaigeki-remake-and-related-stuff-for-them

…e muitos mais links bacanos na primeira parte da retrospectiva.

Esta retrospectiva está a atingir o tamanho de “passo demasiado tempo a escrever coisas na net”.

Até à próxima.

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6 comments on “Retrospectiva: Kunio Kun Parte 2 – Os Beat’em Ups

  1. Bom texto! Desconhecia esses últimos pseudo-kunio kun. O da Arc System Works é DS ou 3DS?

    • A Million Corp. é uma pequena “empresa” que faz doujin games, ou seja, fan games ou jogos muito inspirados em franchises que têm qualidade profissional e que se vendem como jogos normais (a sério, eles lá têm disso, pelo menos no que toca a esta série meio esquecida). Eles começaram por lançar um clone de Dodgeball no XBLA e moveram-se para a DS e 3DS, com os jogos publicados pela Arc System Works.

      O último é esta versão de Renegade, para a 3DS, e o primeiro “de porrada”.

      No final, não foi o tester da Atari mas sim fãs Japoneses que meteram a mão à série 😛

      EDIT: Vou ter que modificar o meu texto:

      “Since Technōs Japan’s closure, a company called Million has purchased the former intellectual properties of Technōs Japan and are producing new games based on them. Million has produced Super Dodge Ball Advance, Double Dragon Advance and River City Ransom EX for the Game Boy Advance, Super Dodgeball Brawlers for the Nintendo DS, as well as reissues of the original company’s titles via the Virtual Console and other services.”

    • Parece que me confundi no meu comentário.

      A Million comprou os direitos da série Kunio Kun após o fecho da Technos em 1996, e é responsável pelos jogos mais recentes da série.

      Entretanto, a Miracle Kidz é um estúdio doujin que fez fan games baseados na série Kunio Kun para o XBLA, PC e Wiiware, e que até acabou por ter jogos oficializados pela Million Corp.

      A Atlus publicou o River City Ransom Ex para o GBA, criado pela Million, e a Arc System Works publica os jogos mais recentes da Million para a DS, que no entanto são traduzidos pela Aksys games!

      Sorry 😛

  2. […] estou ocupado a escrever a terceira e última parte da retrospectiva de Kunio Kun e já desde a segunda parte que apanhei o hábito de escrever com uma lista de reprodução composta por covers de músicas de […]

  3. Eu estava em busca de um jogo do kunio qe joguei a muito tempo porém não lembro o nome, ele era algum tipo de corrida com objetos para jogar nos outro competidores. Se alguém souber o nome desse game por favor me evise. Grato desde já.

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