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Análise: Vanishing Point (PSX, DC)

O pequeno jogo de carros que podia, Vanishing Point foi um dos jogos da Dreamcast deixados à minha “custódia” pelo meu irmão.

Lembro-me que na altura o Gran Turismo 3 era o que estava a dar, mas, à falta de dinheiro para comprar uma apetecível Playstation 2, tive que me contentar com os prazeres “simples” de uma Dreamcast. Claro que, ao fim de algum tempo, e sem me aperceber, a Dreamcast começou a tornar-se na minha consola preferida, e este foi um dos jogos que me convenceram a esquecer a PS2 (pelo menos até dar de caras com um arranha-céus móvel no Shadow of the Colossus).

Ups, roubei uma screenshot ao Gamespot. Não digam nada.

Vanishing Point também foi lançado para a Playstation, e tinha uns gráficos excelentes, capazes de ombrear com um Toca WTC ou Gran Turismo 2, mas era a versão da Dreamcast que realmente me impressionava. O suficiente para me fazer esquecer um tal de Gran Turismo 3.

O objectivo do jogo é o que já se está à espera deste género: Concorrer numa série de corridas, percorrendo vários estados e paisagens e arrecadando o melhor tempo e, de preferência, um bólide melhor também. Começam com apenas dois carros: Um Ford Mustang Cobra e um Ford Explorer, e gradualmente, à medida que ganham corridas, vão desbloqueando novos carros também.

Até agora parece tudo muito normal para o vosso típico jogo de corridas ilegais, mas existe mais em Vanishing Point que merece a vossa atenção, de entre um mar de tantos outros racers. Tal como outro grande jogo com carros da Dreamcast, Crazy Taxi, este também possui um modo extra de mini-jogos, e até stunts.

Este modo extra está muito bem estruturado e por via dos tais mini-jogos e stunts, acaba por funcionar como um tutorial que vos ensina os básicos da condução e, mais tarde, uns truques mais avançados também. Imaginem um cruzamento entre os mini-jogos de Crazy Taxi, os stunts de um Trackmania (simplificado) e a aprendizagem de umas VR Missions do Metal Gear Solid e lá chegam.

A razão para tanto treino é que os controlos de Vanishing Point não são os habituais de outros jogos de corridas Arcada. Normalmente não tenho grande paciência para jogos que, embora sejam Arcada, me façam dar duas voltas com o carro à primeira curva que encontro devido a físicas demasiado sensíveis (estou a olhar para ti, Juiced). Quero um jogo de corridas, não uma perseguição com um carro americano dos anos 70 (porque, er… eles escorregam/derrapam muito, não é?).

Estão disponíveis pistas bonitas e variadas, que até chegam a ter aviões, comboios ou shuttles espaciais no fundo, bem ao estilo de Ridge Racer.

A verdade é que Vanishing Point não começa da melhor maneira. Os dois primeiros carros a que têm acesso, e até alguns do modo de stunts (como é o caso do Dodge Viper) podem ser considerados um pouco… instáveis.

…Ok! As físicas são realmente *escorregadias* no começo do jogo. Mas se já são fãs de longa data de jogos de corridas então aconselho-vos a perseverarem e a desbloquearem novos carros (pelo menos esperem pelo Alfa Romeo, que é dos primeiros a serem desbloqueados) e vão ver que as coisas melhoram substancialmente e no fim valerá a pena (se não pelo menos sempre aumentam a colecção da Dreamcast). Além disto, também desbloqueiam um modo de tuning para poderem melhorar a condução daqueles primeiros carros.

O princípio do jogo até não seria um problema assim tão grave, não fosse a dificuldade em chegar em primeiro lugar nas corridas.

…e agora é o Moby Games. Eu não tenho vergonha.

Deixem-me explicar. Vanishing Point faz parte do grupo a que eu gosto de chamar de Nintendo Hard Racers. Podem já ter visto a expressão Nintendo Hard a ser usada por ai fora na Internet, para descrever aqueles jogos de plataformas e acção 2D antigos da Nintendo, muito exigentes, como o Contra, Castlevania ou Megaman. Pois bem, também existem jogos de corridas assim, exigentes, com uma IA implacável e objectivos que só são alcançados após treinarem o suficiente numa pista para poderem chegar em 1º lugar, como, por exemplo, o Wipeout, Jet Rider ou SSX 3, e acho que Vanishing Point fica bem situado no mesmo grupo. No entanto há quem goste de jogos assim de vez em quando (como eu).

As corridas também não são o que estão à espera de um jogo deste estilo. São Time Trials. É só o vosso tempo que vai ser contado para a qualificação final, independentemente de terem condutores rivais nas estradas a se desviarem de carrinhas Volkswagen.

Em resumo, se gostam de jogos de corridas Arcada exigentes então dêem uma hipótese a Vanishing Point, que, apesar do começo atribulado, é bem decente e variado.

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2 comments on “Análise: Vanishing Point (PSX, DC)

  1. Tem alguma relação com o filme homónimo? É um filmaço diga-se de passagem!

    Desconhecia o jogo (na realidade ando a descobrir muita coisa nova no teu blog, (acaba por ser mesmo esse o objectivo). Chegaste a jogar o Metropolis Street Racer? É normalmente visto como o melhor jogo de corridas da Dreamcast, como se comparam?

    • Já ouvi falar muito bem do filme, mas ainda não o vi. Tanto quanto sei, o jogo não tem nada a ver com o filme.

      Curiosamente nunca cheguei a jogar ao MSR, que é provavelmente o mais conhecido da Dreamcast, por isso não faço a mínima ideia de como se comparam. Ainda tenho que experimentar esse e o PGR2 para a minha Xbox também.

      Fico contente em saber que o blog está a ser útil para alguém! 🙂

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