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A Jogar: Marvel vs Capcom 2 (Arcada,DC,PS2,Xbox,PSN,XBLA,iOS)

Bem… a Bethesda acabou de substituir o Doom 3 com o Doom 3: BFG Edition, e removeu o suporte a mods…

Doom. Sem mods.

Bethesda you done it again!

Bizarro Carmack: Deixem-me falar-vos do Oculus Rift.

Enfim, já que estou numa de super heróis, vamos falar de um jogo que ando a redescobrir para a Xbox: Marvel vs Capcom 2: New Age of Heroes.

Eu nunca fui um grande fã de jogos de luta. O único jogo que me cativava em pequeno era o Tekken 3, que  na altura era o jogo mais badass da Playstation. Só aquela intro espectacular dava-me a mim e aos meus amigos arrepios. No entanto, naqueles tempos era difícil “arranjar jogos” e estava sempre relegado a pedir o jogo emprestado aos meus colegas de turma.

Eu era óptimo a jogar àquilo, e isto graças a um grande batoteiro chamado Eddie Gordo, que insistia em dar cabo de qualquer um com um simples Χ, Ο, Δ e quadrado. Estes eram tempos mais simples, em que a regra era carregar em botões à toa e ganhava quem chegava mais perto de destruir o comando (quem perdia simplesmente o arremessava). Aprender ataques novos não estava no meu vocabulário (e continua a não estar).

Por acaso também jogava de pijama.

Mas um pouco mais tarde saiu-me a sorte grande e acabei por receber a Dreamcast do meu irmão e uns quantos bons  jogos. Entre eles estava apenas um Beat’em Up: O alucinante Marvel vs Capcom 2, que trouxe de volta, e de que maneira, o hardcore button mashing que tão bem tinha dominado no Tekken. Mas este jogo não estava ao nível das batotas de Eddie Gordo. Marvel vs Capcom 2 trazia consigo um nível de confusão nunca antes visto, que, em retrospectiva, me deve ter acelerado, e de que maneira, a compra de uns óculos na altura.

Aproveitem este momento calmo para comerem uma bolacha.

Combo Fighter

Não gosto muito de jogos de luta tradicionais, e por isso mesmo não há nada como o exacto oposto para mim: confusão, e MvC2 traz esta matéria prima em quantidades industriais. Se achavam que o Tekken estava a puxar da sorte com um sistema de Tag Teams em 2001 com o Tekken Tag Tournament, em que podiam trocar de personagens a meio de um combate, então ainda não viram nada. Marvel vs Capcom 2 puxa da manivela e suporta não duas, mas três personagens em cada equipa. Ou seja, ao todo são seis personagens em combate. E não nos vamos esquecer que metade desta personagens, sendo super poderosas, podem cortar montanhas. É uma coisa linda de se ver (se os vossos olhos aguentarem a trip).

Podem chamar os restantes membros da equipa para vos substituírem carregando em dois dos botões de combate, como, por exemplo, A+B ou X+Y. Isto no Tekken Tag Tournament podia por vezes servir como uma extensão de combos, ou seja, atacavam o vosso oponente, e enquanto este estava no ar, chamavam o vosso amigo para continuar o ataque, apanhando assim o vosso oponente desprevenido. Aqui esta função é ainda mais amplificada visto que todas as personagens, quando chamadas, aparecem caindo do canto do ecrã com um pesado pontapé. A excepção é quando um dos vossos combatentes morre, o que leva a que a próxima personagem apareça no ecrã simplesmente a andar (provavelmente de cabeça baixa, devido às vossas fracas capacidades).

Gamma, Alpha ou Beta? Alpha é recomendado neste caso.

No entanto, também não ficam relegados a usar uma personagem de cada vez. Podem sempre chamar os vossos colegas de equipa para vos darem uma pequena ajuda. Pressionem nos triggers L ou R e vão chamar um ou outro colega de equipa para atacar o inimigo ou vos recuperar uma parte da vida. Ao escolherem as personagens da vossa equipa é vos dito se a personagem em questão é do tipo α, β ou γ e é isto que vai ditar se a esta vai, quando chamada, atacar o oponente ao perto (garras,espadas,punhos), ao longe (tiros,bombas) ou se simplesmente vos vai dar um item que vos recupera a vida. No entanto, podem sempre escolher outro tipo para a vossa personagem, mesmo que não lhes seja recomendado.

O pobre Evil Ryu não merece um especial em conjunto.

E, finalmente, se pressionarem em L + R, são presenteados por um ataque especial da vossa personagem, que, por sua vez é juntado aos ataques especiais dos restantes membros da equipa conforme a vossa barra de Especial vai subindo de nível. Esta barra vai se completando à medida que lutam, e chegando ao fim, sobe um nível. Ao segundo nível têm direito a um ataque conjunto com outro combatente da vossa equipa, e ao terceiro junta-se a última personagem à extravaganza. Podem também continuar a chamar apenas o especial de uma só personagem  mesmo estando no nível 2 ou superior, mas para isso têm que usar uma combinação de botões mais complicada (eu simplesmente carrego nos 4 botões principais ao mesmo tempo :D). Mais, se acabarem o round com um destes especiais (1, 2 ou 3) ganham uns bons pontos extra.

Recebemos um novo carregamento de Megamans.

Ao jogar ao modo Arcada, recebem pontos que podem depois gastar na compra de novas arenas, personagens, variações ou (*sigh*) artwork. Estes dependem da vossa prestação no combate e do quão longe se encontram no modo Arcada.

O Wolverine é batoteiro…

Como já deu para perceber, este jogo, ao contrário do que é costume com a Capcom, não se rege muito pelo equilíbrio e não deve ser levado muito a sério. Pensem nisto como uma espécie de Mario Kart dos jogos de luta, completo com personagens e ataques inúteis e tudo.

Mas… Calma ai… O Mario Kart é conhecido por ser… Um pouco batoteiro, certo?

Er… Pois, é verdade. É verdade que todos os jogos tentam compensar a fraca inteligência artificial com batotices e que certos tipos de jogos, como por exemplo os jogos de corridas ou de luta usam muito esta técnica, mas também é verdade que abusam um pouquito dela.

É bastante comum, a partir de certo ponto no modo Arcada, encontrarem personagens que são capazes de, por incrível que pareça, bloquear qualquer ataque, mesmo que se encontrem em pleno modo de ofensiva. Como é óbvio, se VOCÊS tentarem defender são imediatamente levados a beijar o chão com o ataque mais baixo e inofensivo do repertório. Wolverine…

Tal e qual a fortaleza de Helms Deep.

Outra manha irritante é caso curioso dos triggers. Tanto na versão Dreamcast, como na versão Xbox, é bastante comum pressionarem nos dois triggers, na esperança de largarem o Apocalipse em cima de alguém, só para ficarem a olhar para o ecrã com cara de parvos, à medida que a vossa personagem fica imóvel, servindo assim de saco de pancada. Em ambas as consolas parece haver um estranho atraso por parte do jogo em reconhecer que estão a carregar nos dois botões ao mesmo tempo, o que, tendo em conta que estão a puxar dos triggers, leva ao icónico som conhecido por qualquer jogador de MvsC2: o “xxim, xxim” que acontece quando alguém decide executar um ataque especial. Alguém tem óleo para o meu comando da Dreamcast?

“Come at me, bro!”

Irritantemente, o jogo também gosta de fazer das suas e, enquanto que o CPU pode chamar os seus amigos a qualquer altura, muitas vezes nós só podemos fazer o mesmo se o nosso lutador não estiver a atacar. !”#$! Wolverine!

Apresentado pela Capcom

Apesar da falta de mais modos de jogo e das batotices típicas, a apresentação é bastante boa, com um tema de praia e uma banda sonora de Jazz-Fusion (ou que raio que chamam àquilo) que condiz surpreendentemente bem com o estilo Party do jogo. Como eu disse, este é o Mario Kart dos Street Fighters, e pode ser divertido mesmo para quem não é fã jogos de luta.

Uma das minhas coisas favoritas deste jogo é o apresentador. Antes de começar cada combate eles diz sempre alguma frase de incentivo, todas elas num tom entusiasta, e nenhuma delas audível.

E a arte usada no jogo (não nos sprites, mas sim nas ilustrações das personagens) é óptima, apesar da minha relutância em gastar os meus pontos em imagens.

De resto, não há muito mais a dizer a não ser que o jogo foi originalmente lançado para as arcadas de placa Naomi e está disponível hoje em dia para a Dreamcast, Playstation 2, Xbox, PSN, XBLA e iOS. O único senão é que as versões de Xbox e PS2 não possuem o Anti-Aliasing da versão Dreamcast original. Jogar no iOS vai-vos trazer, além das dores nos olhos, dores nas mãos.

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5 comments on “A Jogar: Marvel vs Capcom 2 (Arcada,DC,PS2,Xbox,PSN,XBLA,iOS)

  1. Pois… não gosto de jogos de porrada, deve ser dos géneros que menos jogo simplesmente porque sou um nabo e perco sempre. E para ser um nabo perdedor basta a vida real \o/

  2. De tudo quanto é crossover, continuo a preferir o MvC3 e o TvC na Wii. Este MvC2 é daqueles jogos que sempre me irritou por imensos motivos, sendo um deles essa “batota” também conhecida por input reading onde o CPU parece adivinhar tudo o que vamos fazer. Mas claro, nenhum jogo bate Mortal Kombat II e 3 nesse campo.

    • O MvC3 só experimentei durante 5 minutos, por isso não posso dar grandes palpites 😛

      O input reading é um clássico [irritante]. Por muito difícil que seja programar IA e por muito espaço que ocupam, não posso deixar de pensar que já podiam ter deixado para trás alguns truques (e pelo que dizes, o 3 já está um pouco melhor nesse aspecto).

      O MK II e 3 então… Ui ui… 😛

      Tirando a IA o MvC3 ou o TvC para a Wii valem a pena? Mesmo sem contar com o online? E isto tendo em conta que eu não sou um grande expert em jogos de luta.

  3. Se aprecias o género, sim. Eu não gosto muito de crossovers mas admito que o MvC3 na PS3/X360 e o TvC na Wii são do melhor que esta geração tem para oferecer. Dão tanto para o nabo em jogos do género como para o pro, pois a jogabilidade e mecânica estão muito bem conseguidas em ambos os casos e não são absurdamente difíceis como os exemplos que já citámos. E digo isto sem contar com o online pois não sou fã de jogatanas online e apenas os joguei com amigos, que resultou num fartote de rir. O TvC destaca-se pelas personagens obscuras de anime e outros jogos, nunca antes vistas em nenhum jogo de pancadaria.

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