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A Jogar: Mortal Kombat – Shaolin Monks

Uff… Desculpem-me este atraso mas ultimamente tem sido complicado escrever para o blog. Aparentemente, estou naquela fase da vida em que o trabalho só aumenta e dou por mim a pegar no comando cada vez menos. Mal posso esperar pelo dia em que isto me permitirá gastar mais dinheiro em jogos. Claro que vou continuar sem tempo para os jogar mas pronto, é para isso é que existem aquelas bebidas que fazem muito mal e que me deixam acordado à noite.

E é graças a isto que ultimamente só toco no Mortal Kombat: Deception e no spin-off de Mortal Kombat II, Mortal Kombat: Shaolin Monks. Não tenho tempo para jogos com qualquer tipo de modo de história minimamente complexo e só me apetece mesmo é rebentar cabeças.

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É verdade que Mortal Kombat nunca se prezou por ser muito complexo ou profundo, mas se há uma coisa que faz bem é entreter. Já tinha dito aqui neste espaço que não sou um grande fã de jogos de luta e das suas combinações infinitas e jogabilidade mais virada para o multiplayer (afinal de contas, vale mesmo a pena ter um Tekken só para o jogar de vez em quando?), mas a série Mortal Kombat, pelo menos desde o lançamento de Deadly Alliance em 2002, tem conquistado “filthy casuals” como eu com combates brutais e resmas de opções, quase tão numerosas quanto os botões necessários para coçar o traseiro no Street Fighter 3.

É pena, portanto, que um jogo como o Shaolin Monks tenha passado em grande parte despercebido no meio de deuses da guerra e demónios que podem chorar. Entre o hardcore button masher e o blockbuster brutal mais acessível, não sobrou muito espaço em 2005 para um beat’em up saudosista baseado no universo de Mortal Kombat II. Apesar de ser tão acessível como God of War, Shaolin Monks não podia competir com o Deus das vendas, que, apesar de ter sido lançado 8 meses antes, ainda era o grande jogo da época para a Playstation 2.

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Shaolin Monks comporta-se como um God of War mais rápido e igualmente brutal. Tal como no seu irmão mais velho, Deception, o grande forte de Shaolin Monks são as animações e o impacto que os nossos golpes têm nos nossos inimigos. Isto pode parecer um detalhe trivial, mas, como já sabem, eu dou muito valor a este tipo de detalhes em jogos (as animações são capazes de mudar totalmente o feel de um jogo). É sempre incrivelmente satisfatório fazer uma combo num Mortal Kombat, e, com ou sem o uso da técnica de motion capture (que é muito popular em jogos de luta) existem poucas produtoras capazes de criar jogos tão satisfatórios como a Midway/NetherRealm.

Esta é uma das razões porque Shaolin Monks é lembrado por muita gente como um dos melhores, ou até mesmo o melhor Mortal Kombat que já jogaram. Apesar dos inimigos e ataques repetitivos e apesar do backtracking e da curta duração da campanha, este é um dos jogos mais divertidos que já joguei, e, apesar de ser um Noob Saibot em jogos de luta, considero-me um connoisseur de beat’em ups 😛

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A outra grande razão é o modo co-op, que junta dois jogadores como Liu Kang e Kung Lao para participarem na aventura, juntamente com as típicas fatalities, stage fatalities de Deception e novos ataques que podem ser desencadeados em conjunto. Mais tarde podem ainda ser desbloqueados os nossos queridos Sub-Zero e Scorpion para o modo de campanha, porque isto não seria um Mortal Kombat sem eles.

O chefe demitiu-os e eles têm um caso para resolver.

O chefe demitiu-os e eles têm um caso para resolver.

Aquilo não é um engano, o Reptile está de volta para mais shenanigans, assim como os outros lutadores do torneio, que aparecem ao longo do jogo para nos ajudar ou martirizar. E de volta estão também os desbloqueáveis de Deadly Alliance e Deception, que neste caso incluem um modo versus que se assemelha a um mini Powerstone, completo com várias arenas e, claro está, a versão arcada da prequela: Mortal Kombat II.

Mortal Kombat: Shaolin Monks pode não ser o beat’em up mais complexo das 128 bits mas é dos mais divertidos que já joguei, mesmo em single player (apesar da repetição) e não é uma má maneira de passar umas horas a jogar com os amigos. Agora só resta esperar que a cancelada sequela volte a ser ressuscitada, desta vez com menos repetição e mais modos multiplayer. Talvez depois do inevitável Mortal Kombat II (estou a falar do reboot, claro :P).

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One comment on “A Jogar: Mortal Kombat – Shaolin Monks

  1. […] Path of Neo, o quarto grande beat’em up de 2005? Será o […]

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