1 Comentário

A Ver: Man of Steel

Um texto sobre o Man of Steel? Mas isso não foi lançado, err, no verão?

Bem, sim, mas ainda vou a tempo de vos contar alguma coisa antes do lançamento do Blu-Ray, DVD ou Laserdisc.

Neste momento o Man of Steel desfruta de uma percentagem gloriosa de 56% no Rotten Tomatoes, e tenho a certeza que, tal como dita a tradição, se forem à secção de comentários de qualquer artigo remotamente ligado ao filme encontrarão imensa gente com o coração desfeito devido a esta película. Toda esta negatividade é um pouco surpreendente para mim. Afinal de contas, o Laserdisc só sai em Novembro, certo? E tenho a certeza que os rips de DVD não chegam às praias da Internet assim tão rápido. Permitem-me que apresente as provas ao juri: pelo menos 60% das pessoas que poderiam ver o Man of Steel ainda não o fizeram, e as chances são que os críticos, grande parte dos nerds mais fanáticos e um ou outro puto que não se importa de ver um blockbuster gravado numa câmara constituíram 90% das opinião online sobre este filme nos últimos meses (e não há dúvida que estes são grupos muito vocais).

E então e eu? Eu vi o filme no verão, claro, e adorei-o, para horror do meu irmão (felizmente ainda me deram boleia para casa).

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À saída do cinema.

A percepção é tudo. Mesmo após o sucesso tremendo da trilogia do Cavaleiro Negro de Nolan ainda é difícil engolir uma versão (muito) diferente do rapaz de cuecas vermelhas e, credo, a Internet não se esqueceu de me relembrar disso. A versão original de Richard Donner já à muito que faz parte da mitologia da personagem. No que toca a recriações cinemáticas da banda desenhada, um hipotético novo filme não podia seguir o seu próprio rumo. Porquê? Porque o filme de 1978 deixou de ser uma adaptação cinemática e passou a ser parte da cultura popular à volta da personagem, fazendo assim com que qualquer adaptação ‘diferente’ da história ficasse condenada a dividir as audiências. O que é um bocado decepcionante porque, afinal de contas, as tais bandas desenhadas só sobreviveram até ao lançamento desta adaptação à base de uma saudável dieta de diferentes escritores, artistas e histórias. E sim, muitos deles, apesar de muito diferentes, colaboravam entre si, tal como Zack Snyder, o realizador deste filme, e Christopher Nolan.

Já escrevi 2 parágrafos sobre o filme mas tudo o que precisam de saber para decidirem se vale a pena perder o vosso tempo com este Superhomem está no título. Este não é o filme de Donner e também não é, de nenhuma forma, baseado nele. Aliás, este filme é a antítese do Superhomem de ’78. A única coisa que precisam de saber é que este é o Homem de Aço, ou seja, um filme sobre o que quer dizer ser um “super homem” e sobre o primeiro contacto.

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Se a música de John Williams é um tema memorável para um herói icónico, a banda sonora de Hans Zimmer para Man of Steel é um crescendo que mostra os tons de fantástico deste “primeiro contacto” e o espanto de ver um homem a voar pela primeira vez. Apesar de esta versão da história ser completamente inesperada para as audiências (a palavra “estranho” foi muito ouvida no cinema) eu sai da sala inspirado.

A verdade é que o Homem de Aço foi filme de super heróis que eu sempre quis ver. Sim, sim, eu também adoro filmes que se levam menos a sério. Ainda prefiro o Batman de 1989 ao de 2005, e ainda mantenho que um filme divertido com cenas de acção bem realizadas vale mais que buracos na história isolados ou realismo, mas o Man of Steel passou a ser um dos meus filmes de super heróis preferidos (apesar de o seu tom dificultar a revisão) graças à seriedade com que se aproxima do material de origem. Digam o que quiserem do Zack Snyder, mas ter um olho para o estilo e para a direcção de uma cena vale tanto como um guião sem buracos (aliás, por muito bons que Dark Knight e Rises sejam a mostrar Bruce Wayne, as cenas com Batman nunca tiveram grande impacto em mim).

Já é difícil, nesta era de CGI e spoilers na Internet ser surpreendido tal como ainda era em miúdo, mas Man of Steel fez-me sentir outra vez como um puto sonhador.

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Para quem está preocupado com as cenas de acção, apesar do número elevado de cenas com combates do estilo tu-atiraste-me-para-um-edíficio-eu-atiro-te-para-outro em detrimento de socos e pontapés, o objectivo falhado de Matrix Revolutions de recriar o mítico Dragonball Z no grande ecrã foi aqui alcançado brilhantemente (obrigado, Snyder). Não me entretinha tanto desde que o Vegeta chamou o Cell de cara de osga e desataram à porrada.

E porque é que não falo de buracos no guião? Porque ninguém quer saber. Ou pelo menos ninguém queira até à bem pouco tempo, deve ser daquela tal de Internet…

Agora deixem-me voltar a jogar Race the Sun enquanto oiço Flight, da banda sonora.

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One comment on “A Ver: Man of Steel

  1. Ah e tal! O filme é horrivel! Como podes gostar e coiso! 😡

    Eu não gostei, mas eu sou esquisito e não gosto de nada por isso é normal. :p

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